Saudações,
Natali, bom dia, como estou feliz por ter me encontrado contigo no final de semana, foi muito bom conversar, colocar os assuntos em dia, brincar, rir... Conversamos tanto, né?
Sabe o que eu fiquei pensando? Ah, você não vai adivinhar, eu sei. Foi ouvir você falando da sua infância, mas foi interessante porque falaste de uma maneira tão gostosa, que ao invés de chorar, a gente ria, e ria, e ria.
Sua infância foi muito doída. Nossa! e saber que exitem milhões de crianças passando por isso que você passou. Começar a trabalhar, praticamente, com menos de 5 anos de idade, ali, debaixo de um sol queimando, cuidando dos animais naquele sítio, e depois, pegar um instrumento maior do que você mesma e entrar terra adentro, para capinar, plantar, colher, alimentar os animais...
Mas mesmo assim, eu digo que a sua infância foi melhor que a de muitas crianças da cidade grande como, por exemplo, São Paulo. Às vezes eu passo pela manhã, ali, no centro da cidade, o que vejo de crianças cheirando cola, pedindo esmola, sem escola. E muitas pessoas acham que isso é poesia. Você não, você viveu, mesmo sendo uma vida sofrida, aprendeu e teve o amor familiar. Toda tarde, sentavam-se naqueles bancos, ao redor da mesa, e jantavam, antes faziam uma oração, agradecia a deus, e riam, pois tinham uma felicidade transparente.
Engraçado foi ouvir você falando dos seus cabelos arrepiados, do nariz escorrendo, das roupas cheias de remendo; confesso, era pra chorar, mas você falou de uma maneira muito divertida, acho que é por isso que eu te amo tanto, você é sempre feliz, dificilmente entrega-se ao desânimo da vida, encontro-te sempre alegre, rindo à toa.
Ah, e agora você é uma moça formada, concluiu seu curso superior. Parabéns, parabéns mesmo, você é muito esforçada, merece todo o respeito do mundo, e feliz de quem um dia te conheceu, e feliz de quem um dia vai te conhecer. E pensando bem, você tem mesmo é que rir, aproveitar cada momento da vida.
Linda, agora termino com muito amor e felicidade por ter te encontrado nesse final de semana, como falei no início desta carta.
Carlos Eduardo.
por: adenildo lima


